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Setembro Amarelo e finanças: quando o dinheiro também pesa na saúde mental

Ana Júlia de Oliveira set 8, 2025 0

Falar de dinheiro nunca é só sobre números. É sobre noites em claro, sobre a sensação de fracasso, sobre promessas quebradas e sobre aquele peso no peito que parece não ter fim. Quando chega setembro, o mês da campanha Setembro Amarelo, não dá para ignorar que a saúde mental e a vida financeira estão profundamente ligadas.

O Brasil é um dos países mais endividados do mundo em relação à renda da população. Segundo dados do Banco Central e de pesquisas recentes de órgãos de crédito, mais de 70% das famílias brasileiras relatam dificuldades para fechar as contas no fim do mês. Para muitas, isso não significa apenas “um boleto atrasado”. Significa viver com medo, vergonha e ansiedade constantes.

Esse cenário mostra como o dinheiro pode se tornar um gatilho silencioso para sofrimento emocional. Mas também abre espaço para refletirmos sobre alternativas: como podemos cuidar da vida financeira sem nos perdermos no processo? Como apoiar alguém que passa por esse tipo de dificuldade?

Leia também: Como fazer as pazes com seu salário

A relação entre dinheiro e saúde mental

O peso invisível das dívidas

Estar endividado vai muito além de números vermelhos no extrato. A dívida é, muitas vezes, acompanhada de sentimentos como culpa, vergonha e isolamento. O silêncio se torna uma estratégia de sobrevivência: é mais fácil fingir que está tudo sob controle do que admitir que não consegue mais lidar sozinho.

Esse isolamento, no entanto, aumenta o peso. Estudos em psicologia mostram que a falta de diálogo sobre problemas financeiros intensifica sintomas de ansiedade e depressão. Quando não se fala, não se busca ajuda.

O impacto no corpo e no dia a dia

A preocupação constante com dinheiro não fica só na cabeça. Ela se manifesta no corpo: insônia, dores de cabeça, taquicardia, falta de apetite ou comer em excesso. Também se reflete nas relações pessoais, no rendimento no trabalho e até na forma como a pessoa se enxerga.

A perda da esperança

Talvez o ponto mais doloroso seja a sensação de que não existe saída. Quando o salário não cobre o básico, quando as dívidas acumulam juros e quando toda tentativa parece insuficiente, cresce a impressão de que o esforço nunca será suficiente. Essa desesperança é um dos maiores gatilhos de sofrimento emocional profundo.

Setembro Amarelo: por que falar de finanças aqui?

O Setembro Amarelo é a maior campanha brasileira de prevenção ao suicídio. Sua mensagem central é simples e poderosa: falar salva vidas. E isso inclui falar sobre dinheiro.

Muitas pessoas não relacionam de imediato saúde mental e vida financeira, mas os dados mostram a conexão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), preocupações financeiras estão entre os principais fatores de risco para transtornos de ansiedade e depressão.

No Brasil, onde o custo de vida cresce em ritmo mais rápido que os salários, esse impacto é ainda mais forte. O Setembro Amarelo nos dá um espaço importante para abrir essa conversa — lembrando sempre que ninguém precisa carregar esse peso sozinho.

Se você está passando por dificuldades financeiras e emocionais

  1. Reconheça o que sente
    Admitir que a situação financeira está afetando sua saúde mental não é fraqueza. É coragem. Dar nome ao que você sente já é um passo de cuidado consigo.
  2. Procure apoio emocional
    Conversar com alguém de confiança pode aliviar o peso imediato. Se a dor for grande, não hesite em procurar ajuda profissional. O CVV – 188 funciona 24 horas por dia, gratuitamente, e pode ser um ponto de apoio imediato.
  3. Separe pessoa de problema
    Você não é sua dívida. Você não é seu extrato. O problema financeiro é algo que existe na sua vida, mas não define o seu valor.
  4. Dê passos pequenos
    Quando tudo parece grande demais, o melhor caminho é começar pelo menor movimento possível: renegociar uma única conta, organizar apenas um gasto ou simplesmente anotar onde o dinheiro está indo. Pequenos passos devolvem a sensação de controle.
  5. Busque informação acessível
    Há cursos, conteúdos e ferramentas gratuitos que podem ajudar a organizar o básico. A educação financeira é uma forma de cuidado — mas deve ser feita sem rigidez e sem culpa.

Se alguém próximo está passando por dificuldades

  1. Esteja presente
    Muitas vezes, o mais valioso não é oferecer soluções, mas simplesmente mostrar que a pessoa não está sozinha.
  2. Escute sem julgamentos
    Frases como “você precisa se organizar” ou “é só gastar menos” não ajudam. Podem até aumentar a sensação de inadequação. Prefira escutar e validar a dor.
  3. Ofereça ajuda prática
    Pode ser indicar um serviço de renegociação de dívidas, ajudar a montar uma lista de gastos ou até acompanhar a pessoa em uma ligação difícil com o banco.
  4. Incentive a busca por apoio
    Reforçar que pedir ajuda profissional (emocional ou financeira) é válido pode ser um ponto de virada.

Caminhos práticos para aliviar o peso financeiro

1. Renegociação de dívidas

Bancos e empresas oferecem programas de renegociação, muitas vezes com juros menores. Plataformas como o Serasa Limpa Nome e os feirões do Procon podem ser aliados.

2. Organização mínima

Uma planilha simples ou até um caderno pode ajudar a visualizar onde o dinheiro está indo. Muitas vezes, a clareza reduz parte da ansiedade.

3. Priorizar o essencial

Quando o dinheiro é curto, a prioridade deve ser aquilo que garante dignidade e sobrevivência: moradia, alimentação, transporte básico e saúde.

4. Buscar apoio gratuito

Existem núcleos de apoio jurídico e financeiro em universidades, ONGs e órgãos públicos que oferecem orientação gratuita.

5. Evitar comparações

Comparar-se a colegas, familiares ou influenciadores só aumenta a pressão. Cada realidade financeira é única.

O papel da sociedade e das instituições

É impossível falar de saúde mental e dinheiro sem reconhecer que também existe um contexto coletivo. A inflação alta, os salários defasados e o crédito caro são problemas estruturais que não dependem apenas da vontade individual.

Por isso, é fundamental cobrar políticas públicas que ampliem o acesso a saúde mental, educação financeira e programas de renegociação justa. Também é papel das empresas oferecer apoio psicológico e orientação financeira aos seus colaboradores.

Conclusão: antes do dinheiro, existe você

O Setembro Amarelo nos lembra de uma verdade essencial: nenhum boleto vale mais do que uma vida. Dinheiro é importante, claro. Ele garante segurança, escolhas e dignidade. Mas ele não define quem você é.

Se o peso financeiro está se transformando em sofrimento emocional, lembre-se: você pode pedir ajuda. Você não está sozinho. Sua vida vale mais do que qualquer dívida, qualquer extrato, qualquer número.

E se você conhece alguém que está passando por isso, seja presença, seja escuta, seja apoio. Porque falar de dinheiro com acolhimento é também falar de saúde mental.

Aprenda mais: Cursos gratuitos de finanças pessoais: do zero ao investimento

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